Cardioversordesfibrilador implantável (CDI), o que é, para que serve e quem necessita de um?

        O cardioversor desfibrilador implantável, mais conhecido como CDI, é um dispositivo médico eletrônico que tem por finalidade detectar e tratar taquicardias graves, prevenindo assim a morte súbita por arritmia.

       Taquicardias são ritmos cardíacos caraterizados por uma frequência cardíaca maior que 100 batimentos por minuto. Existem várias condições que podem causar taquicardia. Desde o aceleramento normal do coração com o exercício a condições que são responsáveis por morte súbita, a saber, taquicardia ventricular e fibrilação ventricular.

       A taquicardia ventricular e a fibrilação ventricular não são totalmente preveníeis com uso de medicação. Daí surgiu a necessidade de um aparelho que pudesse oferecer um tratamento efetivo caso as medicações falhassem.  

      O CDI é capaz de interromper essas arritmias de duas maneiras:

1 - Para arritmias mais lentas o dispositivo tenta inicialmente estimular o coração mais rápido do que a arritmia assumindo assim o controle do ritmo cardíaco. Após alguns segundos ele cessa esse estímulo e o coração tende a voltar o ritmo normal.

2 - Para arritmias muito rápidas, ou nos casos em que a tentativa de terminar a arritmia com estimulação falhou, o aparelho é capaz de dar um choque internamente que interrompe a arritmia.

       O CDI, apesar de não ser a sua finalidade principal, também conta com uma função de marca-passo que trata as bradicardias (ritmos lentos com frequência cardíaca menor que 60 batimentos por minuto).

       Esse dispositivo foi implantado pela primeira vez em um ser humano no ano de 1980 em Baltimore, EUA. Na época o dispositivo era grande (aproximadamente 145 cm3), necessitando de ser colocado dentro da cavidade abdominal e seus eletrodos para choque eram placas colocadas na parte externa do coração por meio de cirurgia cardíaca (com peito aberto).

      Após mais de três décadas de evolução hoje implantamos dispositivos bem menores (aproximadamente 35 cm3) que são colocados sob a pele na região peitoral, e os eletrodos são colocados dentro do coração através de uma veia. A cirurgia é feita em aproximadamente uma hora, com anestesia local e sedação leve, sendo considerada uma cirurgia de pequeno porte.

       Esse dispositivo foi implantado pela primeira vez em um ser humano no ano de 1980 em Baltimore, EUA. Na época o dispositivo era grande (aproximadamente 145 cm3), necessitando de ser colocado dentro da cavidade abdominal e seus eletrodos para choque eram placas colocadas na parte externa do coração por meio de cirurgia cardíaca (com peito aberto).

      Após mais de três décadas de evolução hoje implantamos dispositivos bem menores (aproximadamente 35 cm3) que são colocados sob a pele na região peitoral, e os eletrodos são colocados dentro do coração através de uma veia. A cirurgia é feita em aproximadamente uma hora, com anestesia local e sedação leve, sendo considerada uma cirurgia de pequeno porte.

       As complicações do implante são raras hoje em dia, e vão desde hematomas ao redor do aparelho (alguns necessitando re-intervenção cirúrgica para drenagem), infecção do dispositivo com necessidade de retirada do sistema, pneumotórax (extravasamento de ar ao redor dos pulmões), sangramento ao redor do coração (podendo necessitar de cirurgia cardíaca). A correta técnica cirúrgica é essencial para a redução de complicações.

Quais pacientes necessitam de um aparelho como esse?

       Inicialmente o aparelho era indicado para pacientes que tiveram uma arritmia grave previamente (uma parada cardíaca interrompida com um choque externo), o que chamamos de profilaxia secundária. Todos os pacientes que tem uma arritmia grave de causa irreversível, têm indicação de receber o dispositivo para prevenir um segundo evento. O problema, é que muitas vezes essas arritmias aparecem como morte súbita, fazendo com que muitas vidas se percam sem a chance da prevenção.

       Com o tempo, se viu que alguns pacientes apresentavam um risco de taquicardias graves tão alto como o dos pacientes que já haviam tido um evento prévio. Surgiu daí a ideia de implantar o dispositivo antes que a arritmia aparecesse pela primeira vez. Para isso, era preciso selecionar os pacientes de mais alto risco. Vários parâmetros foram testados na tentativa de estratificação desse risco. O mais efetivo e o único utilizado na prática clínica atual é a fração de ejeção do ventrículo esquerdo.

       Inicialmente o aparelho era indicado para pacientes que tiveram uma arritmia grave previamente (uma parada cardíaca interrompida com um choque externo), o que chamamos de profilaxia secundária. Todos os pacientes que tem uma arritmia grave de causa irreversível, têm indicação de receber o dispositivo para prevenir um segundo evento. O problema, é que muitas vezes essas arritmias aparecem como morte súbita, fazendo com que muitas vidas se percam sem a chance da prevenção.

       Com o tempo, se viu que alguns pacientes apresentavam um risco de taquicardias graves tão alto como o dos pacientes que já haviam tido um evento prévio. Surgiu daí a ideia de implantar o dispositivo antes que a arritmia aparecesse pela primeira vez. Para isso, era preciso selecionar os pacientes de mais alto risco. Vários parâmetros foram testados na tentativa de estratificação desse risco. O mais efetivo e o único utilizado na prática clínica atual é a fração de ejeção do ventrículo esquerdo.

A fração de ejeção nada mais é que o volume de sangue que o coração “empurra” por batimento, em relação ao volume de sangue que ele recebe. Para exemplificar, se o coração recebe 100ml por batimento e “empurra” 60ml, a fração de ejeção é 60%. Esse parâmetro pode ser medido por vários métodos, incluindo ecocardiograma, ressonância magnética e cintilografia. O valor normal é acima de 55%. Quando o coração começa a enfraquecer, ele bombeia menos sangue, esse número cai, e temos o que chamamos de insuficiência cardíaca. O risco de arritmias graves é maior quanto menor for a fração de ejeção. O valor usado hoje como critério para indicação do CDI profilaticamente é 35%.

       Segundo as diretrizes nacionais e internacionais, todos os pacientes que tem a fração de ejeção menor ou igual a 35% e tenham sintomas de insuficiência cardíaca devem receber o aparelho profilaticamente. Se a causa da insuficiência cardíaca for um infarto do miocárdio prévio e a fração de ejeção for menor ou igual a 30%, o aparelho deve ser colocado mesmo nos pacientes assintomáticos.

      Portanto se você ou um ente querido possui essa condição chamada insuficiência cardíaca, converse com o seu cardiologista e procure saber se você teria indicação de um CDI para prevenção de morte súbita.

      Outras condições, como arritmias genéticas também possuem indicação de CDI, mas serão abordadas com mais detalhes em outro tópico.

       Deixo aqui um vídeo explicativo sobre o tema feito pela Universidade de Harvard em português.

       Segundo as diretrizes nacionais e internacionais, todos os pacientes que tem a fração de ejeção menor ou igual a 35% e tenham sintomas de insuficiência cardíaca devem receber o aparelho profilaticamente. Se a causa da insuficiência cardíaca for um infarto do miocárdio prévio e a fração de ejeção for menor ou igual a 30%, o aparelho deve ser colocado mesmo nos pacientes assintomáticos.

      Portanto se você ou um ente querido possui essa condição chamada insuficiência cardíaca, converse com o seu cardiologista e procure saber se você teria indicação de um CDI para prevenção de morte súbita.

      Outras condições, como arritmias genéticas também possuem indicação de CDI, mas serão abordadas com mais detalhes em outro tópico.

       Deixo aqui um vídeo explicativo sobre o tema feito pela Universidade de Harvard em português.

      E aqui um vídeo do CDI em ação, quando um jogador de futebol portador de CDI teve uma parada cardíaca em campo e antes do atendimento médico inicial, ele recebe um choque do dispositivo e se levanta logo em seguida.

       Envie suas dúvidas através do link "CONTATO".

               

Um abraço,

            Dr. Rodrigo Barbosa

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